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Paciente do sexo feminino, 25 anos, deu entrada ao pronto atendimento com quadros de crises de déficits motores transitórios, apenas em dimidio esquerdo, o que já acontece há um ano. Refere que nos 2 episódios anteriores teve cefaleia associada, e nesta não teve. Relata que tem predomínio braquial e em musculatura proximal, associado a livedo reticular e episódios de hiperglicemia devido a DM1 que possuía.

Ao exame físico:

Apresentou-se em bom estado geral, anictérica, acianótica, hidratada, corada, boa perfusão tissular, afebril, sem edema. Presença de livedo reticular em MMSS e MMII. Extremidades frias e pegajosas.

SCV: RCR em 2T, sem sopros.

SR: MVF, s/RA. Eupneico.

SD: Abdome flácido, normotenso, RHA presente, sem dor a palpação e sem massas palpáveis.

Ao exame neurológico:

Os pares cranianos não apresentavam alterações.

No MMSS: MSD, força e os reflexos estavam normais. No MSE, força estava diminuída em raízes de C5-C6, hiperreflexia bicipital e Hoffman presente.

No MMII, força e reflexos estavam preservados.

Romberg + para esquerda, marcha claudicante de MIE, MSE estendido durante a marcha. A sensibilidade e propriocepção preservada nos 4 membros. Logo depois de mais algumas condutas, o médico responsável internou a paciente, pediu RM de encéfalo, exames laboratoriais e entre outros.

A paciente durante a internação apresentou-se clinicamente estável, bom padrão respiratório. Manteve déficit motor. Bom controle pressórico, máxima de 110x70mmHg. Evoluiu com diversos picos hiperglicêmicos, sendo o maior de 362mg/dl. Alimentação e sonos preservados. Diurese presente e sem alterações. Evacuações ausentes. Sem intercorrências.

O resultado da RM de encéfalo constatou lesões em coroa radiada a direita, com hipersinal em T2, com restrição a difusão, e captação de contraste.

Depois das devidas providencias médicas, a paciente recebeu alta com melhora clínica importante, porém dois dias depois evoluiu com diparesia desproporcional, pior a direita, episódios transitórios de paralisia facial (quatro episódios) e bradpsiquismo. Também apresentou paraparesia. Solicitou se então outro RM de encéfalo e angioressonancia arterial venosa, ECG entre outros.

Na análise do exames, a paciente estava com uma doença progressiva e grave. Na RM evidenciou múltiplos focos de isquemia. Na angio, constatou a oclusão de alguns segmentos vasculares.

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